sexta-feira, 4 de dezembro de 2015
Vento que passas e levas ais,
Entre velhas árvores e pinhais...
Vento que corres com sussurros de
amor,
Entre carumas e sombras,
Entre lamentos e dores...
Vento que choras nas fragas
Dos tempos que já não são,
Que corres, gritas, e gemes...
Vento de angustias, soprando entre
marés,
Com ecos da madrugada...
Vento com sons musicais...
Ventos que partem para o mar
Levando nas suas ondas o meu
Profundo pensar...
quarta-feira, 25 de novembro de 2015
FIM DE TARDE
Lentamente abro as cortinas da
janela,
. O sol bate no muro branco,
As sombras das árvores dançam na
sua brancura...5
Um par de rolas namora além...
E eu fico aqui olhando o nada,
Pensando em ti...
Penso em palavras que dissemos,
E outras escondidas nas metades
das que não dissemos...
Penso em risos, e olhos a
brilhar...
Em ficarmos parados, calados,
Como que a definir sentimentos,
A criar uma corrente que atravessa
Os nossos pensamentos...
Depois, falamos e lembramos
tempos, coisas...
Fico aqui a ver o sol, e as folhas
das árvores
Desenharem sombras, no muro branco...
E perco-me na memória do tempo, e
em ti...
terça-feira, 24 de novembro de 2015
Há em mim um ser eu errante nesta terra lavrada de poesia.
Um batimento suave de coração que me chama
Das brumas do tempo, do raiar da alegria…
Na palma da minha mão, Há uma estrela do norte,
Ou a sina que a cigana me sinou um dia…
Os sonhos são a bússola que me guia
Mar a dentro corro campos de fantasia…
Abro meu corpo ao vento como vela de navio…
Navego em mim, neste corpo em
que resido,
Onde minha alma mora, e parte vida fora…
Mas regressa ao sol por,
Á quietude da morte, procurando o seu norte…
sexta-feira, 20 de novembro de 2015
Ali junto á praia chorei.
Chorei, e o mar engoliu as minhas
lágrimas,
E de tantas que eram o mar cobriu
a praia...
Chorei lágrimas de desassossego,
Todas as lágrimas que o mundo
deveria chorar.
Chorei por mim,
Chorei por cada homem que não sabe
chorar...
Chorei pela natureza morrendo em
mãos
Selvagens que a querem
assassinar...
Chorei por todos os sonhos
Dos que não sabem sonhar...
Chorei pelo vazio de cada homem
Por já não saber criar...
Chorei por toda a eternidade,
Pelos amores que perdi,
Por aqueles que não conheci, nem
sei...
Chorei pelo sol e pela chuva,
Pelos cheiros da natureza,
Pela carícia do vento...
Chorei por ti e por mim,
E por tudo que ainda há para
dar...
quinta-feira, 19 de novembro de 2015
EU
Pelos desertos da vida cavalguei,
Ventos de norte me abraçaram
Em novelos de carícias...
Fui rainha, fui senhora,
Cavalguei pégassos brancos.
Sonhei ser fada, viver magia...
Dourei o corpo ao sol nascente...
Corri por rios que fugiam para o
mar...
Conheci continentes. Fui escrava e
dominei...
Criei raízes e voei...
O mundo inteiro corri... tudo
fiz... e tudo vi!
Mas aqui onde me encontro
junto ao mar que é minha terra,
Sou tudo o que o mistério encerra.
quarta-feira, 18 de novembro de 2015
ESPERA
Quando o sol se puser e o dia
acabar,
Eu estarei aqui, colhendo
tristezas,
Lembrando saudades...
Quando a noite tombar sobre a
terra,
Eu chorarei a perda de tudo,
Procurarei, e nada
encontrarei...
Ficarei aqui sonhando...
esperando
Que dentro de mim corra um
vento
Para limpar este vendaval...
Quando a noite vier,
Meus olhos estarão presos no
além,
Esperando não sei o quê ou
quem...
Meus lábios murmurarão
Palavras que não quero
dizer...
E tudo se afundará na noite
Negra e fria da tristeza, e
desolação,
De uma manhã que tarda
acontecer…
terça-feira, 17 de novembro de 2015
CELEBRAÇÃO
Se eu tive-se talento
compunha uma musica
Para te celebrar...
Pintava uma tela para te
imortalizar...
Esculpia no mais branco mármore...
Se eu tive-se talento, faria
um poema para te cantar...
Mas o meu talento é pouco,
Somente te sei amar...
Celebro-te como sei, em palavras
que não digo mas que sabes...
Celebro-te de madrugada, em
cada beijo
Em cada olhar...
Celebro-te com a vida que é
Tudo o que tenho para te
dar....
segunda-feira, 16 de novembro de 2015
QUEM ME DERA…
Quem me dera a noite…
Quem me dera o escuro silencio,
Mordendo as paredes brancas,
Para nela me esconder…
Esconder do caos, da perfídia, do
sol a resplandecer…
Quem me dera a noite
Com seu grito de água gelada para
me absorver…
Quem me dera o silencio opaco e
frio,
O som de passos errantes tão
perdidos como eu…
Quem me dera ser estrela,
Guia da noite, caminhante do
espaço…
Esconder-me em breu, não ser eu
ser o acaso…
Quem me dera a noite,
Para me enrolar no seu manto.
Fechar os olhos, não ser ninguém….
Apenas um elemento vagueando no
espaço…
SE FOSSE GATO
SE FOSSE GATO
Se eu fosse um gato,
Seria demasiadamente preguiçoso,
matreiro…
Viveria de sol e boa comida…
Falaria de coisas que só a mim
diriam respeito…
Subiria ás arvores, espreitando os
ninhos dos pardais…
No mais belo móvel, ou sofá de
luxo,
Deixaria sem dó a marca das minhas
garras infernais…
Dava «marradinhas» com o fito
De algo de bom para mim acontecer…
Ser selvagem, sempre que me
apetecer…
Nada de trelas, não sou cão!..
Sou felino livre e brincalhão…
Nos novelos de lã me enleio…
Sem dono, sou eu o dono do dono,
Para sua feliz
aceitação!............
sexta-feira, 13 de novembro de 2015
OUTONO
Era um fim de tarde fria,
Onde o vento cantava pelas esquinas.
As folhas caiam das arvores…...
Meti as mãos nos bolsos e assobiei baixinho,
Para esquecer ou assustar o frio…
O cheiro das castanhas acabadas de assar,
Invadiam os sentidos, acariciavam o paladar…
Gotas grossas e pesadas de chuva, começaram a cair…
Apressei o passo, enrolei-me em ti,
Posei a cabeça no teu ombro e sorri…
Descemos a rua agora mais devagar…
Tínhamo-nos!..
Já não havia pressa de fugir,
Ao tempo, á chuva, a tudo o que pudesse vir…
Juntos havia sempre sol…
O cheiro das castanhas guiava os nossos passos.
Compramos uma mão cheia…
(Quentes e boas!....)
Apregoava a rapariga, enrolada em roupa,
Sacudindo o assador…
Nós com as mãos agora quentes,
Com o perfume das castanhas a aguçar o paladar,
Caminhamos longamente sobre a cama
De folhas doiradas e vermelhas que amorteciam nossos passos…
Era Novembro, o Outono caminhava,
E eu com a cabeça no teu ombro sonhava.
Era um fim de tarde fria,
Onde o vento cantava pelas esquinas.
As folhas caiam das arvores…...
Meti as mãos nos bolsos e assobiei baixinho,
Para esquecer ou assustar o frio…
O cheiro das castanhas acabadas de assar,
Invadiam os sentidos, acariciavam o paladar…
Gotas grossas e pesadas de chuva, começaram a cair…
Apressei o passo, enrolei-me em ti,
Posei a cabeça no teu ombro e sorri…
Descemos a rua agora mais devagar…
Tínhamo-nos!..
Já não havia pressa de fugir,
Ao tempo, á chuva, a tudo o que pudesse vir…
Juntos havia sempre sol…
O cheiro das castanhas guiava os nossos passos.
Compramos uma mão cheia…
(Quentes e boas!....)
Apregoava a rapariga, enrolada em roupa,
Sacudindo o assador…
Nós com as mãos agora quentes,
Com o perfume das castanhas a aguçar o paladar,
Caminhamos longamente sobre a cama
De folhas doiradas e vermelhas que amorteciam nossos passos…
Era Novembro, o Outono caminhava,
E eu com a cabeça no teu ombro sonhava.
Prendi meus sonhos em cascatas de espuma.
Gritei gritos de espanto...
Soltei minha alma aos ventos...
Corri florestas de esperança,
Fui rainha, fui guerreira,...
Amazona de míticas tribos,
Perdidas na identidade dos tempos...
Cavalguei cavalos alados...
Conquistei mundos,
Dei-me em rituais sagrados...
Os Deuses curvaram-se a mim...
Criei mundos, poemas, formas,
plantei cidades á beira mar,
saltei falésias e montes,
Subi montanhas, agarrei o sol...
fui tudo o que quis ser,
Aqui sentada sonhei, vivi caminhei...
Fui rainha, e sou mulher!...
Gritei gritos de espanto...
Soltei minha alma aos ventos...
Corri florestas de esperança,
Fui rainha, fui guerreira,...
Amazona de míticas tribos,
Perdidas na identidade dos tempos...
Cavalguei cavalos alados...
Conquistei mundos,
Dei-me em rituais sagrados...
Os Deuses curvaram-se a mim...
Criei mundos, poemas, formas,
plantei cidades á beira mar,
saltei falésias e montes,
Subi montanhas, agarrei o sol...
fui tudo o que quis ser,
Aqui sentada sonhei, vivi caminhei...
Fui rainha, e sou mulher!...
Parei em frente daquela Vitória...
O vento em suas vestes moldava-lhe o corpo...
Sugerindo seus joelhos torneados...
Seus seios sonhados, esculpidos,
Gritavam desejos, não contidos, ansiados......
Seus braços abertos eram a procura do mistério...
Eram o grito que a boca não tinha...
No rosto de pedra a vida jazia,
Perdida no Paternan da saudade...
Com suas asas abertas, sugerindo liberdade...
Ela a Vitória alada, presa na pedra morria...
Estaticamente, senti-a inacabada...
Faltava-lhe o sopro... a chama...
A vida asfixiada dentro da pedra de onde foi talhada...
O vento em suas vestes moldava-lhe o corpo...
Sugerindo seus joelhos torneados...
Seus seios sonhados, esculpidos,
Gritavam desejos, não contidos, ansiados......
Seus braços abertos eram a procura do mistério...
Eram o grito que a boca não tinha...
No rosto de pedra a vida jazia,
Perdida no Paternan da saudade...
Com suas asas abertas, sugerindo liberdade...
Ela a Vitória alada, presa na pedra morria...
Estaticamente, senti-a inacabada...
Faltava-lhe o sopro... a chama...
A vida asfixiada dentro da pedra de onde foi talhada...
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